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Secretário Josias Gomes Visita Fazenda De Cacau Irrigado Em Riachão Das Neves

Secretário Josias Gomes visita fazenda de cacau irrigado em Riachão das Neves

 
Ele se mostrou entusiasmado com o manejo irrigado, tecnologias e variedades de cacau cultivado em 15 hectares da Fazenda Estância Solaris
 
O secretário Josias Gomes, titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), participou, na segunda-feira (27), de visita técnica a uma experiência produtiva de cacau, no município de Riachão das Neves, Território de Identidade Bacia do Rio Grande.
O objetivo foi conhecer o manejo irrigado, tecnologias e variedades de cacau cultivadas em uma área de 15 hectares, pertencente a Fazenda Estância Solaris. A propriedade visitada é uma área de perímetro irrigado da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), cedida com a finalidade de ser utilizada para a implantação de sistemas produtivos.
 
Josias Gomes destaca sua boa impressão com a visita à Fazenda Estância Solaris e disse que a experiência servirá de referência para qualificar o trabalho de assistência técnica e extensão rural (Ater) realizado pela SDR.
 
“Eu já vi de imediato que há muita técnica na produção de cacau. Aqui está um ensinamento de como nós podemos expandir o cacau para outros municípios da região e, por outro lado, como nós podemos trazer os agricultores familiares para ver esse tipo produção. Nosso trabalho agora é organizar um dia de campo com técnicos da região cacaueira que prestam o serviço de Ater, junto com alguns produtores, porque é visível que com três ou cinco hectares, é possível ter uma produção média de 200 arrobas por hectare, e com isso ter uma condição de vida digna. Muito bom conhecer essa experiência exitosa”, argumenta o secretário da SDR.
 
Antelmo Farias, que nasceu e cresceu em uma fazenda de cacau, destacou que realiza um trabalho de recuperação da área a mais de três anos, plantando cacau consorciado com coco. Ele também trabalha na produção de derivados do cacau, a exemplo de nibs de cacau, chocolate e outros, todos eles batizados com a marca Cacau do Cerrado.
 
De acordo Farias, o importante no processo produtivo é o compartilhamento de informações, principalmente com os agricultores familiares.
 
“O grande produtor viaja, vai buscar tecnologia, e ele paga por isso, mas os pequenos produtores precisam do Estado e necessita se organizar em associações e cooperativas. Nós provamos aqui que o cacau é autoprodutivo. No Oeste temos muita água, solos planos, clima definido e temos cacau de excelente qualidade, inclusive o cacau gourmet, que custa mais de R$300 a arroba. Nosso objetivo não é concorrer com o Sul da Bahia, mas ampliar o mercado, pois o Brasil importa cacau”, explica o produtor.
Comitiva – Participaram da visita os secretários João Carlos da Silva, da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Leonardo Góes, da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Lucas Teixeira, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), além de técnicos da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à SDR, e o diretor da Instituto Biofábrica de Cacau (IBC), Lanns Almeida.
“Fizemos uma visita importante. O cacau é multiverso, vimos outro perfil de produção, adaptado para o cerrado. É importante que aqui o cacau plantado seja consorciado ou em sistemas agroflorestais, para que o agricultor, cooperativa ou associação tenha diferentes entradas de recursos. O cacau é mais uma opção de produção e renda para o agricultor que vive no cerrado”, observou Almeida.

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