Em defesa da cultura nordestina: economia, identidade e futuro
A cultura só pode ser atacada por quem não ama o próprio país e não entende nada de economia. Basta analisar a pesquisa realizada pela FGV, que aponta o sucesso de políticas públicas como a Lei Rouanet, que movimentou R$ 25,7 bilhões em 2024, gerando 228 mil empregos e impactando quase 90 milhões de pessoas.
O estudo ainda mostra que, a cada R$ 1 investido em projetos executados com recursos da Lei Rouanet, R$ 7,59 retornaram à economia. No Nordeste, temos as festas juninas — muito bem colocadas por Santanna o Cantador — que movimentam a economia da região e alimentam uma gigantesca indústria cultural.
O Nordeste é uma nação à parte dentro do Brasil. E aqui temos este diferencial: ter na nossa cultura o movimento junino, que une todas as classes e reúne gente do país inteiro. Um patrimônio desta magnitude ainda tem potencial de crescer muito mais. Por isso, nossa defesa permanente em fomentar movimentos culturais para que as nossas tradições não apenas mantenham viva a cultura nordestina, mas também para que ela possa ser um dos principais vetores econômicos do Nordeste.
Diante deste horizonte promissor, o povo nordestino, mais do que políticas de governos, precisa pautar políticas de Estado para garantir que a cultura possa alcançar todo o seu potencial e ser uma conquista permanente dos nordestinos.
Parabéns, Santanna, que, além de ser um artista fenomenal, é um verdadeiro embaixador da cultura do Nordeste. Que este movimento continue se expandindo pelos nossos grandes nomes culturais e crie raízes no seio popular.
Josias Gomes
Conselheiro do TCE/BA
