O mundo que se abre quando a educação chega
A educação e o conhecimento abrem portas que muitas pessoas jamais poderiam imaginar. Veja o exemplo deste jovem negro angolano que chegou a passar fome, mas acreditou nos estudos como caminho para mudar de vida. Ele se tornou um hiperpoliglota, fala 18 idiomas e presta consultoria a grandes empresários que acessam mercados internacionais.
Para quem nasce com direito a um teto, a todas as refeições e à educação na idade certa, o mercado de trabalho já é desafiador. Imagine, então, para quem precisa superar a fome e a pobreza. Por isso, é tão importante que o poder público invista em educação e programas sociais. Talvez essas sejam as únicas oportunidades que uma criança pobre terá para mudar de vida.
Países que conseguiram superar, de forma consistente, o ciclo da pobreza investiram em dois pontos estratégicos: educação e melhor distribuição de renda. Em países como o Brasil, onde, durante muitos séculos, esses dois pontos foram desprezados, as consequências são dramáticas: temos um país rico, mas, ao mesmo tempo, um dos mais desiguais do planeta.
Isso reforça a tese de que priorizar o Estado de bem-estar social jamais será um gasto. Muito pelo contrário: é um dos melhores investimentos que uma sociedade pode fazer.
No vídeo, o jovem conta que sua maior motivação para se dedicar aos estudos e se tornar um hiperpoliglota de sucesso no mundo corporativo foi a fome. Mas nenhum ser humano deveria precisar passar por tamanha dificuldade para ter a oportunidade de mudar de vida.
Que o exemplo desse jovem inspire os homens públicos a valorizarem cada vez mais o poder transformador da educação. E que nossas crianças e nossos jovens abracem a educação como sua maior aliada na construção de um futuro melhor.
Josias Gomes
Engenheiro agrônomo, ex-deputado federal, devoto do Padim Ciço e, atualmente, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia.
