Poeta Antônio Marinho – Somos todos sertões, onde a poesia não dorme
O poeta Antônio Marinho, nascido em São José do Egito, Pernambuco, rabiscou seus primeiros versos aos 6 anos de idade. Mal sabia ele, um filho do Sertão, que carregaria a missão de mostrar ao Brasil a poesia de uma terra e o orgulho da nação sertaneja; que vai muito além dos rótulos e aparências daqueles que nunca pisaram nesse solo sagrado, muito menos estudaram sua grandeza.
Na poesia de Marinho, até quem não é sertanejo e nunca andou por essa parte do Brasil, que alguns tentaram segregar, torna-se capaz de imaginar um Sertão diferente. Quem se encanta com os versos de Marinho fica ainda mais impactado ao mergulhar em seu torrão, onde vive uma gente que transpira dignidade, coragem e cultura.
Por causa do destino de um Brasil dividido, muitos dos nossos viraram retirantes, mas nunca se esqueceram do lugar onde nasceram. Muito menos permitiram os irmãos que permaneceram que a poesia e a nossa cultura também se retirassem. Daí o manancial que dá vida a tantos poetas sertanejos da envergadura de Marinho.
Se os povos do Brasil formam a civilização brasileira, é o sertanejo quem faz bater o coração desse gigante que é a nação mais original do planeta.
Somos todos sertões, onde a poesia não dorme. O Sertão é o nosso chão, onde cabe a sabedoria do mundo e a beleza de quem sabe o que é pertencimento!
Josias Gomes