Um baiano que nasceu para brilhar no Instituto Rui Barbosa
Meu querido colega, conselheiro Inaldo Paixão, como se diz lá em Pernambuco: você nasceu para brilhar. E, como também ensina o Nordeste, “quem tem serviço prestado não precisa levantar a voz para ser reconhecido”.
Acompanhar sua posse na presidência do Instituto Rui Barbosa foi testemunhar um momento histórico para a Bahia e para o Sistema de Controle Externo do Brasil. Primeiro conselheiro baiano a assumir o comando da instituição em seus 52 anos de existência, eleito por unanimidade pelos 33 Tribunais de Contas do país, Inaldo chega ao cargo com o respeito de quem, como diz o povo nordestino, “plantou direito para colher em tempo certo”.

Seu discurso revelou duas qualidades que marcam sua trajetória pública: um homem industrioso e consciencioso.
Industrioso porque não ficou apenas nas palavras. Apresentou caminhos concretos: fortalecimento da Rede de Escolas de Contas, produção de conhecimento, inovação tecnológica com uso responsável da inteligência artificial e maior aproximação entre os Tribunais de Contas e a sociedade. Ao lembrar os resultados alcançados na Escola de Contas do TCE-BA — que saiu da avaliação mínima para o nível máximo nacional — mostrou que liderança se faz trabalhando, pois, como diz o interior, “quem quer ver a casa de pé não pode ter medo de carregar tijolo”.
Consciencioso porque assumiu a presidência como missão republicana. Defendeu que o controle externo precisa ir além da formalidade das contas e produzir resultados reais na vida das pessoas, especialmente das que mais precisam. Ao propor linguagem acessível e maior diálogo com a sociedade, reafirmou algo simples e profundo: “cargo é passageiro, mas responsabilidade fica”.

A cerimônia de posse também revelou o tamanho do seu prestígio. Conselheiros de todo o Brasil estiveram presentes. Da Bahia, praticamente formou-se uma sessão completa dos Tribunais de Contas. Se o presidente Gildásio quisesse abrir uma sessão extraordinária ali mesmo, o quórum estaria garantido. Compareceram o presidente do TCE-BA, conselheiro Gildásio Penedo, o presidente do TCM-BA, conselheiro Chico Neto, além dos conselheiros Nelson Pellegrino, Plínio Carneiro Filho, Ronaldo Sant’Anna e o conselheiro substituto Antônio Manoel, entre outras autoridades — prova de que, como diz o povo, “amizade verdadeira se mede é na caminhada”.
Mais do que uma solenidade, o evento marcou o início de um novo ciclo institucional para o Instituto Rui Barbosa, reafirmando seu papel como casa do conhecimento e do fortalecimento do controle público brasileiro.

Ao assumir o cargo, Inaldo Paixão deixou clara a dimensão do desafio: presidir o Instituto não é apenas ocupar uma função, é honrar uma missão. E o Nordeste sabe reconhecer quando alguém chega longe sem perder a simplicidade nem esquecer suas origens, porque “quem tem raiz firme enfrenta qualquer vento sem se dobrar”.
E, diante de tudo que construiu, fica a certeza: quando o trabalho é sério e a consciência guia os passos, o destino costuma ajudar — afinal, “Deus ajuda quem cedo madruga e não foge da lida”.
Um abraço e sucesso na caminhada, cabra bom da gota serena!
Josias Gomes
Conselheiro do TCE/BA
