Viva Luiz Gonzaga: o único rei que nunca perderá a majestade.
Luiz Gonzaga encontrou a imortalidade no dia 2 de agosto de 1989. Depois de 37 anos, o rei do Baião continua sendo tudo aquilo que ele imaginou e a sua história segue sendo escrita e cantada pelos poetas da música e da literatura nacional. Gonzagão apresentou o Nordeste ao Sul/Sudeste, com a sua arte e jeito de ser, que permanecem vivos no imaginário do povo brasileiro.
O filho de Januário não é apenas um fenômeno regional, porque em todas as regiões do Brasil estão lá os nordestinos retirantes, verdadeiros fundadores da nação brasileira. O mestre Luiz Gonzaga cantou nossas dores e belezas e foi um dos precursores a denunciar a ausência do poder público na vida de milhões de pessoas. Isso é da maior importância e ajudou a edificar diversos gêneros musicais que contestaram o poder dominante e que foram incorporados às lutas sociais e políticas.
Luiz Gonzaga não é mera idolatria que muda com o tempo. É árvore genealógica de um Nordeste que se levantou como um voo da Asa Branca que sabe o seu lugar na história. Os nordestinos, de forte tradição oral, por meio de múltiplas linguagens, transmitem às novas gerações a verdadeira semiótica do que representa Luiz Gonzaga para o Brasil.

Pode descansar feliz, Seu Luiz! A nação nordestina sempre reverenciará a sua vida e obra, porque um filho amado jamais renegará um pai protetor. E é isto que o senhor foi para o Nordeste, quando muitos negavam nossas origens. Viva Luiz Gonzaga: o único rei que nunca perderá a majestade.
Josias Gomes
Conselheiro do TCE/BA
