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A Sagrada Liberdade De Expressão

A sagrada liberdade de expressão

Quanto vale a liberdade de expressão?
 
Sabemos que a liberdade não se negocia, não pode ser precificada.
 
Esse texto tem o compromisso histórico de alertar muitos jovens que apoiam regimes totalitários e golpes militares com toda força que os opressores conseguiram penetrar em suas mentes.
 
O jovem, por si só, é um libertário e contestador nato, contudo num mundo opressor teriam as suas palavras e ações silenciadas.
 
Durante os regimes democráticos, todo cidadão tem o direito de concordar ou não com um modelo político.
 
Na Ditadura Militar, não!
 
Uma ilustração clara é a do jornalista Reinaldo de Azevedo, que falou: “Eu escrevi uma matéria contra o Bolsonaro e fui ameaçado de morte. Eu escrevi quatro livros contra o PT e nunca fui ameaçado de morte”.
 
Cálice é uma canção de Chico Buarque e Gilberto Gil, feita durante os anos atômicos da Ditadura Militar.
 
Escolhi essa canção emblemática que foi censurada pelos milicos porque tem diversas metáforas que denunciavam um Brasil amputado e podemos fazer analogias com os dias atuais.
 
Cálice é uma canção poética poderosa que se refere ao silêncio obrigado da população brasileira. De uma maneira magistral, Chico e Gil (com interpretação livre) denunciam a tragédia vivida pelo povo brasileiro, comparando com o calvário que Jesus sofreu até a sua crucificação.
 
Em um verso da canção eles cantam: “Como beber dessa bebida amarga”. O vinho, que é para celebrar a vida, está cheio de sangue, amargo, adulterado por censura, desaparecimentos, torturas e morte. O cale-se da Ditadura é feito de ópio.
 
Jovens, não caiam no canto da serpente, este canto triste pode durar décadas, gerações e amanhã vocês podem ser senhores e senhoras arrependidos.
 
Provavelmente, muitos jovens não conheçem a canção Cálice, porque existe um processo de alienação brutal provocado pela mídia indústria cultural, onde tentam apagar a memória de luta do povo, artistas e intelectuais brasileiros.
 
Cálice é um hino da minha geração que lutou por um mundo livre, plural, sem vinhos envenenados de ódio e paranoia.
 
Luto para que os jovens tenham a liberdade de discordar de qualquer sistema político, tenham o direito sagrado de contestar, inclusive, esse texto.
 
“Mesmo calada a boca, resta o peito”.
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