Feira de Mangaio – uma ode à saudade da nossa terra
A saudade da nossa terra gerou poemas e músicas eternas. Desde “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”, verso que abre a “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias, até “Feira de Mangaio”, do imortal Sivuca. Poderia passar dias trazendo outras joias da arte brasileira.
Mas este depoimento do Sivuca me pegou. Vejam a genialidade deste nordestino de Itabaiana, na Paraíba: em meio à neve, à comida americana e ao coração longe do Nordeste, vieram à tona a letra e a música que são o hino das feiras livres e de toda a riqueza cultural e gastronômica que só existem em nossa região: “Fumo de rolo, arreio de cangalha / Eu tenho pra vender, quem quer comprar”. Já na abertura da música, conseguimos nos transportar para esse universo mágico das feiras nordestinas.
Canções com tamanha vastidão cultural deveriam ser estudadas desde a idade tenra até as universidades. Poucos países do mundo possuem esse acervo vivo de músicas que descrevem tão bem o Brasil e a nossa gente. O poder público também deve ter participação ativa nesse processo, incentivando novos artistas que valorizem o que temos de melhor.
São João é logo ali. Que possamos ter, cada vez mais, festejos com artistas identificados com o Nordeste, com o nosso legado insuperável e com as tradições que fazem da nossa região uma nação pujante no coração do Brasil.
Josias Gomes
Conselheiro do TCE/BA
