Parabéns, Jerônimo Rodrigues! “Isso vale um abraço, companheiro”
Meu querido companheiro e governador Jerônimo Rodrigues,
você tem a capacidade rara de dobrar o vento sem se quebrar. Aprendeu cedo, na escola dura da vida, que o chão pode ser áspero, mas também é dele que nasce a resistência. Enquanto muitos apenas suportam as tempestades, você fez delas aprendizado — e de cada dificuldade, um degrau.
Veio de onde o sol castiga mais forte e a esperança, muitas vezes, precisa ser inventada todo dia. Conheceu de perto a cerca invisível de uma sociedade que exclui, que tenta limitar os sonhos dos que nascem do lado de fora dos privilégios. Mas você não pediu licença: quando abriram frestas, você fez delas portas; quando surgiram janelas, você entrou por elas com coragem e dignidade.
E assim foi se fazendo homem público — não desses moldados nos gabinetes frios, mas daqueles forjados no calor do povo, no cheiro da terra, no som da feira, no aperto de mão sincero. Um homem que carrega consigo não apenas um projeto político, mas uma história viva de superação que inspira.
Meus parabéns, grande irmão.
Continue sendo essa pessoa que acolhe, que escuta, que aprende — porque é disso que o povo precisa: de gente que não esquece de onde veio, nem perde a capacidade de sonhar junto.
Pois muito bem, hoje, no seu aniversário, recorro ao nosso poeta nordestino Maciel Melo para lhe dizer: “isso vale um abraço, companheiro”.
E vale mesmo.
Vale um abraço daqueles demorados, de peito aberto, como quem reconhece no outro a força de um caminho bonito. Vale um sorriso largo, como o de quem atravessou o sertão e ainda guarda no olhar a vontade de fazer florescer.
Que sua caminhada siga firme, com o passo de quem conhece o peso da estrada, mas também a beleza da chegada. Que nunca lhe falte a coragem de enfrentar o novo, nem a sensibilidade de cuidar dos seus.
Tudo de melhor na sua jornada — que não é só sua, é nossa. É do povo que caminha ao seu lado, que se reconhece em você, que acredita que é possível transformar o destino sem perder a ternura.
E que venham muitos anos de luta, de conquistas e de esperança teimosa — dessas que o Nordeste ensina a gente a ter.
Um forte abraço, companheiro!
Josias Gomes
