Sempre em defesa da democracia e da soberania nacional
Todo 7 de Setembro nos convida a refletir sobre o Brasil que construímos, sobre o país que queremos deixar para as próximas gerações e, sobretudo, sobre os valores que precisamos defender para que a nossa independência seja, de fato, permanente.
Como homem público, acredito que a Independência do Brasil não pode ser compreendida apenas como o episódio do “Grito do Ipiranga”. Ela foi construída — e continua sendo construída — por meio das lutas de brasileiras e brasileiros que, em diferentes momentos da nossa história, enfrentaram o autoritarismo, a opressão e as tentativas de submeter os interesses nacionais a interesses alheios.
A independência de uma nação não se resume à sua autonomia política. Ela também significa defender a democracia, a liberdade, a soberania, as instituições republicanas e o direito do nosso povo de decidir os próprios destinos.

Podem passar séculos, mas, se não cuidarmos dos valores democráticos, republicanos e civilizatórios conquistados ao longo da nossa história, corremos o risco de retroceder. A história nos ensina que nenhuma conquista é definitiva quando deixamos de protegê-la.
E sempre que a democracia é atacada, sempre que a soberania nacional é ameaçada, não é apenas uma geração que sofre as consequências. Os impactos podem atravessar décadas e comprometer o futuro de milhões de brasileiros.
Por isso, patriotismo, para mim, não é apenas vestir as cores da nossa bandeira ou exaltar símbolos nacionais. É defender o Brasil, o seu povo, a sua democracia e a sua soberania. É compreender que não existe verdadeira independência sem liberdade, justiça social e capacidade de uma nação decidir o seu próprio caminho.

É por isso que celebro o 7 de Setembro com o mesmo entusiasmo e orgulho com que celebro o 2 de Julho, a nossa Independência da Bahia. Celebro também a memória da Revolução Pernambucana, das Revoltas dos Malês e dos Búzios, da Sabinada, da Batalha dos Guararapes, de Canudos e de tantas outras lutas protagonizadas por brasileiras e brasileiros que ajudaram a construir a nossa identidade nacional e a defender a soberania do Brasil.
A nossa história foi escrita por muitas mãos. E cabe a nós continuar escrevendo os próximos capítulos, sempre ao lado da democracia, da liberdade e da soberania nacional.
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Que o Brasil seja sempre uma nação livre, soberana e democrática.
Viva a Independência do Brasil!
Viva a democracia!
Viva a soberania nacional!
Josias Gomes
Engenheiro agrônomo, ex-deputado federal, devoto do Padim Ciço e, atualmente, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia.
